quarta-feira , 18 outubro 2017
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O aplicativo Uber está chegando em Vitória

Jardim da Penha é um bairro que possui vários pontos de táxi, que acabam gerando um alto número de “corridas”, porém as criticas entre os usuários são diversas, como: não ligar o taxímetro, alta velocidade e falta de simpatia e carisma do taxista. Por outro lado, existem usuários que tem os seus taxistas preferidos que não trocam por nenhum outro.

Afinal com a chegada do Uber e o aumento da concorrência, a tendência é que o serviço atual de táxi melhore ou não?

O objetivo do Uber é prestar um serviço sob a justificativa de melhorar as condições de mobilidade urbana, mas mesmo assim ele não deixa de gerar polêmica por onde passa. Desde que chegou ao Brasil, o aplicativo de celular que conecta pessoas a motoristas particulares – têm dado dor de cabeça aos taxistas, que se dizem prejudicados pela concorrência. Mas isso não intimida o gerente-geral da empresa no Brasil, Guilherme Telles, que deixa clara sua intenção: ele quer trazer o sistema para o Estado.

Por enquanto, o Uber só funciona em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília, mas o debate sobre ele já chegou por aqui. Em agosto, um projeto de lei para proibir seu funcionamento foi aprovado na Câmara Municipal de Vitória, mas foi vetado pelo prefeito Luciano Rezende.

Na Assembleia Legislativa, outra proposta foi elaborada pelo deputado Sandro Locutor e tramita na Comissão de Justiça da casa. Já o senador Ricardo Ferraço criou um projeto de lei a fim de regulamentar o aplicativo em todo o país, que também aguarda para ser votado no Senado.

"O nosso foco é o Estado inteiro, mas é normal começarmos pelos lugares mais populosos. O que a gente quer é fazer o quanto antes, mas não há data". Gerente-geral do aplicativo Uber, Guilherme Telles - Foto: Divulgação
“O nosso foco é o Estado inteiro, mas é normal começarmos pelos lugares mais populosos. O que a gente quer é fazer o quanto antes, mas não há data”. Gerente-geral do aplicativo Uber, Guilherme Telles – Foto: Divulgação

Nessa entrevista abaixo, o gerente-geral enfatiza a boa receptividade que o Uber teve no Brasil e a sua intenção de gerar mais 30 mil empregos para motoristas até outubro de 2016, além de criticar as tentativas de impedir a expansão do aplicativo.

Onde o Uber atua?

Estamos em mais de 61 países e 338 cidades. No Brasil começamos em maio de 2014 e temos mais de seis mil motoristas parceiros e 600 mil usuários. O crescimento tem sido mais rápido que em outros países latinos. A receptividade está sendo muito boa.

Como funciona?

Você baixa o aplicativo, cadastra sua conta e sua operação é feita exclusivamente pelo cartão de crédito. Depois de instalado, ele contém um GPS e com um clique você consegue pedir o carro mais próximo. Você tem a foto, o nome do motorista e o modelo veículo e ele te dá um tempo estimado. O motorista sempre vai buscar a maneira mais rápida de chegar ao destino.

O Uber virá para o Espírito Santo?

Com certeza. Vitória e Vila Velha têm um mercado muito grande. O nosso foco é o Estado inteiro, mas é normal começarmos pelos lugares mais populosos. O que a gente quer é fazer o quanto antes possível, mas não há data. Eu só não consigo ir para novas cidades porque preciso recrutar mais pessoas para efetivar esses processos. Sabemos que a Uber pode ajudar a melhorar a mobilidade . Há um estudo que mostra que um Uber bem utilizado tira de 5 a 20 carros da rua e isso tem impacto direto na redução do trânsito. Sabemos que Vitória, como outras capitais, tem um problema de trânsito que pode ser melhorado.

Como vê as polêmicas?

A chegada do Uber complementa o ecossistema de transporte. Ele não subtrai. O que a gente enxerga em algumas cidades, como São Francisco e Nova York, é que as pessoas passaram a deixar mais o carro em casa e usar outros meios. O mercado todo aumenta e aí o taxista passa a ganhar até mais. Não existe nenhum lugar no mundo onde a chegada da Uber diminuiu o número de alvarás de táxi, ou seja, a Uber não acaba com o táxi, ela complementa. É normal que exista confusão em relação ao real impacto. Um dos trabalhos que fazemos é mostrar que a Uber melhora a mobilidade e contribui para gerar renda. Temos o compromisso de gerar mais 30 mil oportunidades de trabalho para motoristas parceiros até outubro de 2016. Não existe essa polaridade. Uber, táxi, metrô e outros estão juntos contra um inimigo comum, que é o trânsito.

E a resistência gerada?

Ocorre em outros lugares por ser algo novo. Mas em todos os países – exceto na Espanha, onde o serviço foi temporariamente suspenso – a Uber foi regulada ou está em vias de ser regulada. Temos trabalhado junto ao poder público para facilitar essa regulamentação.

Como vê as tentativas de impedir o uso do Uber?

Em nível federal existe o Plano de Mobilidade nacional que coloca dois tipos de transporte individual: o transporte individual público, feito pelos taxistas, e o privado, feito pelos motoristas parceiros da Uber. O que falta é uma regulamentação que discipline o transporte dos motoristas da Uber. Esse projeto de lei que visa proibir o Uber é inconstitucional e por isso um projeto semelhante foi vetado em Brasília pelo governador. Por outro lado, temos esse projeto do senador Ferraço, que é positivo, pois trata o assunto como algo novo, inovador, não tentando encaixá-lo em leis do século passado.

Câmara de Vitória vai avaliar posição do prefeito sobre Uber

Os vereadores de Vitória, que em agosto deste ano aprovaram um projeto de lei com o objetivo de proibir o funcionamento do aplicativo Uber na capital, irão avaliar a decisão do prefeito Luciano Rezende, que se colocou contra a decisão, vetando a proposta.

Na época, dos 15 parlamentares, apenas três se opuseram ao projeto durante uma sessão marcada pela presença de taxistas contrários à ferramenta. O projeto já foi reencaminhado pela prefeitura, mas ainda não chegou oficialmente à Câmara Municipal e, portanto, não possui data para ser votado.

Ativo no Brasil há cerca de um ano e cinco meses, o Uber está disponível em cidades de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, além de Brasília, mas já provocou manifestações e atos de protesto liderados por taxistas em todas essas regiões. Entre as reclamações da classe estão o receio de a concorrência reduzir o número de corridas e o fato de os motoristas parceiros do Uber não precisarem de um alvará para circularem.

Para garantir a entrada do aplicativo que conecta pessoas à motoristas particulares no Espírito Santo, o deputado Enivaldo dos Anjos está disposto a impetrar um mandado de segurança. A pretensão é de que o documento seja finalizado hoje e apresentado à Justiça Federal do Estado amanhã.

Para Enivaldo, o sistema pode ser um caminho para melhorar a mobilidade urbana. “É um direito do consumidor escolher. Não há justificativa para a preferência de seguimentos quando se trata de um serviço público. Quanto maior a variedade de opções, você tem melhor preço e qualidade”.

“Aceitar cartão é uma forma de bater o Uber”, diz taxista

Eduardo Tenório diz que acha o Uber desleal, mas acredita que táxis podem superar essa concorrência. Foto: GazetaOnline
Eduardo Tenório diz que acha o Uber desleal, mas acredita que táxis podem superar essa concorrência. Foto: GazetaOnline

O aplicativo Uber nem chegou por aqui e já causa medo aos taxistas, visto que para eles seria uma concorrência desleal, pois para dirigir um táxi é preciso alvará e licença emitidos pela prefeitura, enquanto que trabalhar no Uber basta ter carro, habilitação e atender a critérios exigidos pela empresa responsável pelo serviço.

Mas enquanto muitos taxistas estão aflitos com a possibilidade de o aplicativo vir para terras capixabas, Carlos Eduardo Tenório, está tranquilo. Taxista há 14 anos, ele afirma que a melhor maneira de fidelizar o cliente é investir em qualidade.

Ele acredita que o Uber é desleal com a categoria, mas que ao adotar medidas simples, como colocar cartão de crédito para receber as corridas, ligar o ar-condicionado e ser educado, o taxista sai na frente e leva a melhor.

“Uma das maiores reclamações dos passageiros são táxis que não aceitam cartão de crédito, o taxista aceitar cartão é uma forma de combater Uber e aumentar o faturamento. Ligar o ar-condicionado também é imprescindível, tem taxista que não liga para não gastar gasolina, ser cordial também é bom, tem taxista que não dá um bom dia, e isso é o mínimo. Ninguém aceita ser mal-atendido”.

Enquanto em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro a categoria fez protestos contra o Uber, por aqui não houve manifestações nas ruas. Para Tenório, não há como se queixar sobre uma coisa que não chegou. Mas ele afirma que é preciso que as prefeituras se reúnam com as comunidades para melhorar o serviço de táxi.

Fonte: GazetaOnline com alterações

Jardim da Penha é um bairro que possui vários pontos de táxi, que acabam gerando um alto número de "corridas", porém as criticas entre os usuários são diversas, como: não ligar o taxímetro, alta velocidade e falta de simpatia e carisma do taxista. Por outro lado, existem usuários que tem os…

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Um comentário

  1. A concorrência sempre traz benefícios e democratiza os serviços em geral. Quanto aos táxis, muitos motoristas são até gentis e educados, mas a grande maioria é descortês, mal humorados e não ligam o ar. O taxímetro ainda é um problema grave na grande Vitória. Em dias de grandes eventos como no réveillon, não ha a menor possibilidade de se conseguir um táxi por telefone. É apostar na sorte. Eu vivi esta situação diversas vezes. Não consegui deixar meu carro em casa. Dois taxista sugeriu que a distancia não justificava um taxis e que eu deveria ir à pé. Parou fora do local, acendeu as luzes internas diversas vezes e abriu todos os vidros do carro durante o trajeto. ´Sem falar nessa divisão ridícula de táxis para cada município que acaba prejudicando os passageiros que tem o direito de escolher seu taxista onde quer que esteja, inclusive no aeroporto. A vinda do Uber pra Vitória vai melhorar a mobilidade e quem sabe os taxistas aprendam a ser mais educados e cordiais com os passageiros garantindo sua clientela fiel.