domingo , 21 outubro 2018
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Verão será de guerra contra o mosquito Aedes aegypti

Se antes do zika vírus, combater o mosquito Aedes aegypti já era uma grande preocupação, com a chegada da nova doença ao Espírito Santo, assim como em outros Estados, os cuidados devem ser redobrados.

A combinação entre chuva e calor faz dos próximos meses os mais propícios para a proliferação dos insetos, também responsáveis por transmitir os vírus da dengue e da febre chikungunya. Por isso, o momento é de alerta máximo.

“Se chover bastante durante esses meses, certamente vai haver mais mosquitos”, pontua o infectologista da Santa Casa de Misericórdia, Lauro Ferreira da Silva Pinto. Para ele, a dengue continua sendo um dos principais motivos de apreensão dos capixabas e os números da doença costumam aumentar a partir de dezembro.

 

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Foto: Divulgação

 

De janeiro até agora, ela já atingiu 34.385 pessoas (854 da forma grave), ocasionando 28 mortes, de acordo com a Secretaria de Estado de Saúde (Sesa).

Idosos

Segundo Lauro, um dado que chama atenção este ano é o maior número de mortes de pessoas acima dos 60 anos, que em São Paulo foram a maioria. Já no Espírito Santo, a gerente de Vigilância em Saúde da Sesa, Gilza Rodrigues, pondera que entre as vítimas da doença estão pessoas de diferentes faixas etárias, em grande parte jovens.

Embora possua sintomas mais brandos se comparados à dengue, o zika vírus gera preocupação diante da possibilidade de ocasionar a microcefalia, má formação congênita em que bebês nascem com a cabeça menor. Até agora, três casos da febre zika foram confirmados – dois em Vitória e um em Vila Velha – e 126 são investigados.

Suspeitas também recaem sobre a chance de associação entre o vírus e a síndrome de Guillain-Barré, que provoca enfraquecimento generalizado dos músculos. Conforme explica Lauro, a ocorrência sequencial das doenças foi observada na Polinésia Francesa, mas não há resultados conclusivos no Brasil.

Enquanto os principais sintomas da febre zika são as manchas avermelhadas e coceira pelo corpo, na febre chikungunya são as dores e inchaços nas articulações. Não há indícios de faixas etárias mais suscetíveis a ação dos vírus. Mas, Gilza faz uma ressalva: “crianças que não sabem falar geralmente choram e ficam irritadas. É preciso estar atento a esses comportamentos”.

A representante da Sesa reforça a necessidade de eliminar água acumulada em potenciais criadouros do Aedes Aegypti e adianta que a secretaria possui uma frota de 40 carros fumacê para conter epidemias, caso a ação dos municípios não seja suficiente.

Risco maior para as gestantes

Até o momento, um caso de microcefalia foi registrado no Espírito Santo este ano, na cidade de Montanha. Segundo Gilza Rodrigues, da Secretaria de Estado de Saúde (Sesa), embora a mãe apresente um quadro de toxoplasmose, que também pode ocasionar a deformidade no bebê, a suspeita de correlação com o zika vírus está sendo investigada.

No Brasil, o último boletim divulgado pelo Ministério da Saúde na terça-feira (24), aponta a notificação de 739 casos de microcefalia em nove estados.

Para o especialista em Medicina Fetal, Coridon Franco da Costa, a ligação entre o zika e a má-formação está praticamente definida, pois o vírus foi encontrado no líquido amniótico de duas grávidas, na Paraíba.

Coridon explica que a microcefalia é resultado de uma inflamação no tecido cerebral da criança causada pelo zika. Como ela pode acarretar outros problemas, como hidrocefalia e calcificações cerebrais, o receio da ação do zika sobre as gestantes é ainda maior.

Fonte: GazetaOnline

Se antes do zika vírus, combater o mosquito Aedes aegypti já era uma grande preocupação, com a chegada da nova doença ao Espírito Santo, assim como em outros Estados, os cuidados devem ser redobrados. A combinação entre chuva e calor faz dos próximos meses os mais propícios para a proliferação…

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