quarta-feira , 18 outubro 2017
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Bicicleta é roubada em banca ao lado de DPM em Jardim da Penha

 A comerciante Lorena Salles pediu ajuda aos policiais no DPM logo depois de ter a bicicleta levada - Foto: GazetaOnline
A comerciante Lorena Salles pediu ajuda aos policiais no DPM logo depois de ter a bicicleta levada – Foto: GazetaOnline

Cerca de três horas antes da cerimônia de reinauguração do Destacamento da Polícia Militar (DPM) de Jardim da Penha, em Vitória, uma comerciante teve a bicicleta levada, mesmo implorando ao criminoso que não levasse o veículo. O crime aconteceu por volta das 15 horas desta quarta-feira, em frente a uma banca e um ponto de ônibus lotado, praticamente ao lado do DPM com policiais presentes no local.

O local ficou com as portas fechadas para reformas durante dois meses e a população reclamou do aumento no número de crimes. Segundo o presidente da associação de moradores Fabrício Pancotto, a reinauguração do destacamento, na Praça Regina Frigeri Furno, representa mais segurança para a comunidade.

Assim que os policiais do DPM foram avisados do furto da bicicleta, calculada em R$ 2.500, uma viatura da polícia fez buscas na região e no entorno e não conseguiu localizar o veículo.

Revoltada, a comerciante Lorena Salles, de 29 anos, relatou que justamente ontem, quando deixou a bicicleta sem cadeado e em local visível, enquanto trabalhava no caixa da banca de revistas, o crime aconteceu. “O ladrão chegou e foi pegando a bicicleta. Eu gritei, implorei para ele não levar. Pedi socorro, ajuda. Só não reagi porque tinha medo de ele estar armado”, relembra.

Lorena e outros comerciantes explicam que os crimes são recorrentes na região e que os criminosos andam em grupo, ao redor do destacamento. Drogas também são consumidas ali. Desde o começo deste mês, uma galeria comercial da região foi arrombada quatro vezes, segundo funcionários e lojistas.

Um funcionário da ótica gerenciada por Andreia Lepaus, de 31 anos, também teve a bicicleta furtada recentemente. A loja fica a poucos metros da banca de revistas.

O coordenador de segurança do bairro, André Luis Alves, disse que a insegurança existe, mas ressaltou que a polícia tem realizado, além de reuniões mensais com a comunidade, diversas ações de prevenção como blitz e operações especiais.

“A deficiência que temos no bairro é policiamento à noite. Para cobrir Jardim da Penha, Mata da Praia, Bairro República, Grande Goiabeiras e Jardim Camburi, precisamos de mais 17 militares”, explicou.

Para evitar crimes na praça, os policiais precisam estar fora do DPM, segundo Alves, e realizando abordagens para inibir a ação de criminosos que se passam por flanelinhas na região. “No mês que vem vamos distribuir cartilhas com dicas de segurança para a população”, conclui.

Revolta

“Implorei para ele não levar a bicicleta” Lorena Salles, comerciante, 29 anos.
Revoltada por ter a bicicleta levada por um criminoso em Jardim da Penha, Vitória, a comerciante Lorena Salles, de 29 anos, diz não acreditar na ousadia do criminoso.

Como o crime ocorreu?
Ele chegou, foi pegando a minha bicicleta, montando e saindo. Simples assim, sem medo.

Você reagiu?
Não, tive medo dele estar armado, com algo sob a camisa, não sei. Mas eu me aproximei e implorei para ele não levar. Gritei, pedi socorro e nada.

Alguém testemunhou?
A bicicleta estava no ponto de ônibus de frente para a banca, cheio de pessoas. Ele simplesmente montou e saiu.

Você buscou atendimento no DPM?
Sim, a polícia me atendeu, mas falta agilidade. A policial que fazia as buscas na viatura não sabia nem se era uma bicicleta. Veio confirmar comigo.

Agora você vai arcar com o prejuízo.
Estamos reféns do crime. Estou impressionada com a ousadia do bandido. Antes de montar na bicicleta, ele me olhou, olhou as pessoas e saiu, como se nada estivesse acontecendo.

Você vai registrar um boletim de ocorrência?
Nem acredito mais nisso. Os crimes são recorrentes e daqui a pouco os mesmos criminosos estarão rodando aqui novamente.

PM: atuação foi mantida no bairro

Embora o Destacamento da Polícia Militar (DPM), de Jardim da Penha, em Vitória, tenha ficado fechado para reformas por dois meses, o policiamento continuou normalmente, de acordo com o capitão Vitor Gallo, comandante da 4ª Companhia do Primeiro Batalhão.

“Estamos trabalhando 24 horas por dia e realizando várias operações. Além disso, temos ouvido a comunidade frequentemente para atender às necessidades da população”, garante.

Sobre a recorrência de crimes na Praça Regina Frigeri Furno, onde o próprio DPM está situado, ele alega que a polícia não sabe dizer se os crimes são frequentes. “É uma informação que não tenho. Só posso dizer que não são comuns”, diz. E por questões estratégicas, a polícia afirma que não divulga o efetivo na região.

Fonte: GazetaOnline

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